Sansão x Dalila.
Êta cara forte meu! Êta mulherzinha sem vergonha meu!
Todavia, vou tecer algumas considerações quanto a essa história ou estória bíblica.
Vejam vocês que o cara nasceu lá pelos lados onde surgiram todas as guerras do planeta. Mais ou menos onde é hoje a tal faixa de Gaza. Outro lugarzinho cheio de intrigas. Ou não?
O lugarzinho briguento cara!

Afinal, esse Deus bíblico é vingativo, ciumento e deu origem a religião judaico-cristã. A mais sangrenta de toda história. Sim, pois nessa região violenta as tres principais religiões se degladiam e, pelo que se vê, continuarão se degladiando “ad eternum”.

Ué! Desde que o Deus dos cristãos decidiu botar o Adão e a Eva nesse planetinha ridículo e, daí pra frente, montou e desmontou sua criação uma pá de vezes, descontente com o que fizera, a coisa começou a esquentar.

E sabem da maior?

Não?

Tudo por causa das mulheres malandro!

Pois foi o que aconteceu com Adão. A Eva resolveu se enchuriçar pro lado da cobra e, sem mais nem menos, comeu do fruto proibido (entenderam que fruto né?) e, vai daí, a coisa começou a feder.

Então, sem mais delongas, falemos do Sansãozinho.

Acontece que o Sansão foi filho de Manué com uma mulher estéril, (cujo nome não consta na Bíblia por puro preconceito), isto é, a danada não podia ter filhos. Vai entender as coisas de Deus! Ufa!  E, lá por aquelas bandas, a mulher que não podia ter filhos era mal vista pra caramba.

Mas, o Deus cristão, que vivia salvando seu povo para que encontrasse e dominasse a tal terra prometida, decidiu, como sempre, dar uma ajeitada nas coisas e, mais uma vez, mandou um anjo pra fazer um filho na mulher sem nome. Vocês conhecessem a história. Ela vai se repetir outras vezes.

Não entendo isso. As mulheres são as figuras mais importantes da Bíblia e do nosso mundinho. Como se pode observar, invariavelmente seus nomes não são mencionados, salvo em uma ou outra ocasião. Caracas meu! Elas não são a fonte geradora? Então!

Muito bem. Então a estéril mulher fica grávida e, naquela situação, chamou a atenção do seu povo. Afinal, ela não podia ter filhos e como, de repente, a danadinha aparece grávida.

A turba começou achar que o maridão é que era estéril e estavam decididos a mandar pedradas pra cima dela. Era o costume da época. Mulher que corneava o marido ou ficasse grávida sem marido tava fudida meu!

Mas, para encurtar a história, tudo ficou muito bem esclarecido. A família da tadinha da moça contou pra cambada que queria encher ela de pedradas que tudo não passara de um engano. É que ela e seu marido tonto haviam combinado não ter filhos tão cedo.

Barbaridade! Essa passou perto.

Ce num vai acreditá meu amado e querido leitor que se aventura pelos meandros dessa conversa muito lôca.

A mulher sem nome gerou um puta cara forte que não houve e nunca haverá na história da humanidade.

Com o nome de Sansão, o garoto já vinha mostrando seus dotes musculosos já de pititiquinho.

Arrancava árvores inteiras, gradeava muitos e muitos hectares de terra para o plantio, removia pedras e mais pedras sem conta. Era um touro vestido de gente.

Esse povo, o do Sansão, cujo pai como já comentei, chamava-se Manué, tinha como vizinhos os tais Filisteus. Uma gente guerreira pra caramba e invocada a beça. Gentinha do barulho mesmo.

Então, como sempre acontece, o Sansão decidiu dar umas voltinhas pelo seu país, matando leões, girafas, escorpiões, tanajuras e arrancando árvores, penedos e rochedos que ia encontrando. É que ele não gostava de desviar do caminho. Subir montanhas, descer ribanceiras e atravessar charcos não era com ele. Então tudo que ia encontrando ia destruindo para abri caminhos. Mais ou menos com uma terraplanadora das grandonas.

Adivinha onde ele foi dar?

Pois foi exatamente nos portões da cidade dos filisteus.

E adivinha com quem ele foi se engraçar?

Com uma gostosona que, por sinal, era amante do rei. Aquele povo não era circuncidado e podia fazer todas as safadezas que quisesse.

Putz meu! Ele se envolveu numa aposta besta e perdeu. Então, para pagar a dívida, matou uns trinta caras numa porrada só e, depois de recolher os bens de cada um, pagou o rei.

A moçoila que, nesse caso tem nome, mandou uns olhares atrevidos para o Sansão. Ele ficou locão pela Dalila. Esse era seu nome.

Vixe! Não deu outra. Onde se viu um cara com a pele do “coiso” cortada, isto é, ele era circuncidado, se envolver com um povo que não queria nem saber de cortar a pele do “coisinho” deles? Isso não ia dar certo.

E não deu.

Resolveram partir pra cima do Sansão.

Se fuderam todos. O Sansão quebrou de pau uns três mil caras só na pernada e na cabeçada.

O rei decidiu mandar o exército inteiro pra acabar com ele.

Aí o Sansão decidiu brigar pra valer e, com uma queixada de jumento nas mãos, arrebentou todos quantos vinham atacá-lo. Matou uns quinzse mil só na primeira beiçada.

O rei baixou a guarda e pediu retirada imediata dos restantes guerreiros.

Esperto como ele só percebeu que o bruto havia se amolecido com os olhares da Dalila e, numa jogada de mestre para aqueles tempos, permitiu a safadeza dos dois. Porém, com uma condição. Chamou a gostosa e disse:

- Dalila, vê se você descobre de onde vem a força do bestão aí. Vou te pagar uma nota preta se você conseguir.

- Falô! Dexa comigo.

E foi o dito e foi o feito. A danada descobriu que a força do Sansão vinha pelos cabelos. <b>Trepou com ele até o coitado rachar o bico.</b> O besta dormiu como uma besta. Isso porque <b>foda de Sansão é foda de Sansão.</b> Certo?

Dalila deixou-o carequinha da silva e chamou o rei.

Pronto. Mais uma vez a história deixa as mulheres em palpos de aranha. As danadas parecem ser especialmente preparadas pra estrumbicar a vida de nós pobres e infelizes homens.

Vejam o caso da mulher do ex-prefeito Pita. Não foi uma filha da pita.

Então prenderam o coitado do Sansão e fizeram-no trabalhar como escravo.

Mas vou fazer uma perguntinha boba: Eles não sabiam que o cabelo do paiaço ia crescer? Então por que não o mantiveram aparadinho, aparadinho?

Quem é que sabe!

E o cabelo cresceu e ele entrou no templo e ele escangalhou com tudo. Não deixou pedra sobre pedra.

Ah! Cada coisa cara!

Chega né!