Para quem leu a história dos Hebreus de Flávio Josefo, obra composta de nove volumes, ficará estupefato pela quantidade de guerras e assassinatos ocorridos naqueles tempos. Passam dos milhões e, simplesmente, ninguém encontrou qualquer indício da legitimidade desses acontecimentos. Simples assim.

Exemplo: O exército de Zerá, o etíope, era composto de um milhão de guerreiros. (II Crônicas 14:9). Zerá os liderou contra o rei Asa, o homem cujo coração foi perfeito em todos os seus dias. (II Crônicas 15:17)

Dá pra imaginar a logística que precisaria ser empregada para tal feito?

Assim voce, modestamente e sem muito esforço, chega a conclusão que tudo começou muito errado, inclusive a invenção de um Deus tão cheio de humanidade.

Interessante que Asa, com um pouco mais da metade do exército de Zerá (580 mil guerreiros) e sem os trezentos carros que o inimigo possuía, fez uma comovente oração a Deus e venceu os etíopes com um tremendo massacre. E, ainda, depois fugiram feridos foram perseguidos e mortos, sem restar nem um sequer. (II Crônicas 14:10-15).

Já, no apocalipse temos a menção de um exército composto por 200 milhões de guerreiros. (Apocalipse 9:16). Raciocine sobre isso.

Quando Moisés (se é que existiu) saiu do Egito depois de Deus ter mandado um bocado de castigo pra cima deles, egípcios, o coitado e sua turma, que não eram poucos, mais os animais, crianças e equipamentos vaguearam pelo deserto (veja bem: deserto) por longos 40 anos em busca da tal terra prometida de Canaã.

Antes vamos analizar uma coisinha:  1) Deus discriminou todos os povos que não eram hebreus, pois considerou apenas estes o seu legítimo povo. 2) Quando prometeu a terra à Moisés não disse que a tal propriedade já tinha dono, quais sejam: heveus, cananeus, amorreus etc. 3) Moisés ao chegar constatou a ocupação e reclamou com Deus.

Vai daí, Moisés, naquela época podia-se conversar com Deus em qualquer momento ou quando se desejasse, não sabendo o que fazer com aquela gente toda que ocupava a terra prometida quis saber do chefe como deveria agir e Deus respondeu curto e grosso: “Mate-os a todos e que não reste um único ser vivente”. Genocídio divino. Durma-se com um barulhão desse!

Vê-se que a bíblia é um livro de trapaças, mentiras, genocídio, pedofilia, fraticídio, infantícidio, incesto e muita, mas muita traição. Leia o livro de Juízes e espante-se com tanta violência.

Aliás, o primeiro homicídio se deu com Caim e Abel. E por acaso Deus não sabia que isso iria acontecer?

Mas não precisamos ler o livro de Juízes. Comecemos pelo princípio. De cara Deus manda seus filhos traçarem as mulheres dos homens, como se vê em: Gênesis, 6:4 que diz – Havia naqueles dias, gigantes na terra e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os varões da fama. 

E que descendência foi gerada dessa miscigenação?

E você se pergunta: Mas Deus tinha filhos? Ué? ELE era casado? Com quem? E quantos filhos poderia ter para tantas mulheres?

Então, voltando ao assunto, chega-se a conclusão que Deus era violento, ciumento e egocentrista e porque não dizer megalomaníaco. Um modesto raciocínio leva qualquer um para essa conclusão. Ou não?

Lembre-se que mesmo depois do Faraó permitir a saída dos hebreus, único povo que Deus considerou como Dele, Deus manda matar todos os primogênitos do Egito. Pode um negócio desses? Precisava tanta maldade? Aliás não é a primeira nem a única vez que Deus manda ou permite a morte de primogênitos. Veremos em outro capítulo.

Tem outro acontecimento interessante. Deus (Gênesis 6 versículos 5, 6, 7) vendo que sua criação não estava dando certo (e não deu até hoje) aniquila todos os seres viventes desde o menor ao maior. Isto é, Deus arrependeu-se do que fez. Pode? Deus arrepender-se? Ele é onipotente, onisciente e onipresente, como pode arrepender-se? Como pode Deus errar?

E a coisa não fica por aí. É preciso lembrar-se de Noé quando foi encontrado peladinho e com o caco cheio de vinho por um dos seus filhos. É preciso lembrar-se que os filhos de Noé decidiram construir uma baita torre cognominada Babel e, dizem, de onde se originaram as inúmeras línguas.

É cada uma. Difícil não? Mas, como sempre digo, a Bíblia é um livro maravilhoso tanto para os que a consideram uma obra literária como para os que a consideram um livro de fé.

Como obra literária é esplêndida e como obra de fé é mágica.