O cálculo do PI.
Quando penso no cálculo do PI fico estressado.
Vinte anos atrás resolvi brincar com esse tal cálculo e cheguei nas 1.174ª (milésima centésima septuagésima quarta casa). E não cheguei a lugar algum, apenas um montão de números nem compostas e nem simples, um montão de algarismos infindáveis. Apenas impostos. e nem compostos.
É como se nada tivesse feito naqueles meus quarenta e cinco anos de vida. Absolutamente nada. Um vazio profundo apoderou-se de mim, afinal.
Comecei a considerar que os ressureicionistas poderiam estar certos. E também os renascentistas. Porque não Zélia Gatai, José Mindlin e Sílio Boccanera, Einstein e outros ateus de coração.
Comecei a considerar todas as possibilidades, já que não cheguei a lugar algum quanto o maldito PI.
Esse PI força-me a acreditar que por mais esforços feitos por sábios, doutores, cientistas, teólogos, metafísicos, quânticos, ocultistas, todos extremistas e idealistas, não conseguiram e não conseguem mostrar a verdade. E também não provaram coisa alguma.
Tudo é exatamente a mesma coisa. Tudo está como estava e tudo é o que era a bilhões de anos.
Apenas a forma de mostrar a mesma coisa ficou diferente. Mais cheio de cálculos, mais cheia de números, de fantasias, de cores e de palavreados. Um baita montão de livros para dizer o que está dito desde que o mundo é mundo.
O gelo continua gelo, o calor continua calor, o fogo continua fogo, o vento continua vento e o piolho continua piolho.
A questão básica da minha ilação é que uma forma geométrica absolutamente perfeita, o círculo, só pode conter valores absolutos e exatos. Isto é, algo perfeito não poderia e não deveria conter a coisa imperfeita ou incompleta como é o caso do famigerado PI.
Veja o triângulo eqüiângulo ou o triângulo retângulo, como exemplos. Eles contêm a fórmula perfeita. Porém não são, na sua essência geométrica, perfeitos.
Então como é possível que o círculo, que compõe toda a forma do universo, geometricamente perfeito, usado por todos os Deuses e Criadores como ferramenta principal na obra da criação, pode conter esse cálculo infeliz.
Nem o inferno de Dante é tão confuso.

