O livre arbitrio x burrice. E agora Zé?
Dê uma olhada nisso.
De um momento para outro e não mais do que de um momento para outro, alguém juntou um pelotão de barro e tacou numa árvore qualquer.
Caraca meu! Pronto! Tava feito nóis. E nóis, feito de barro sem areia cal e cimento, fiquemo tomano conta dum baita mundão. Bunito que só ele memo.

Mas, não contente com isso, aquele mesmo alguém decide arrancar um pedaço de nóis e fazer a mulher. Aí o pepino começou.

E sabem da maior? Não?

Pois, além de dar um montão de coisas e além de dar uma baita mulherona, peladinha, peladinha, ainda deu o tal de livre arbitrio.

Pra falar a verdade não sei, exatamente, o que é esse “livre arbitrio”. É o mesmo que “politicamente correto”. Não tenho a mínima idéia do que possa ser.

Todavia, contudo, porém, entretanto o livre arbitrio foi instalado ni nóis.

Resultado: Graças a isso começamos a decidir por nossa livre vontade o que fazer, quando fazer e porquê fazer.

Com isso acabara de ser criada uma máquina desvairada, sem controle e extremamente individualista. O homem racional ou a racionalidade humana.

Você me pergunta: Porquê?

Então segue meu raciocínio:

Uma modesta observação pelo reino animal nos dá a certeza de que o livre arbitrio, ao ser criado, só iria trazer malefícios. Qualquer animal que não possua o poder de decidir sobre suas ações mais complexas, isto é, não tenha o tal livre arbitrio, seguirá seu instinto natural e obedecerá as leis que regem todo nosso ridículo planeta, (com relação ao universo) colaborando para que as relações entre todos os elementos sejam respeitadas. O equilibrio da biodiversidade seja respeitado.

Por isso vou contar uma das muitas aventuras que pratiquei.

Decidi, a convite de uns conhecidos, (pois amigos tenho menos que os dedos das mãos), pescar no rio brilhante. Lá pelos lados do Mato Grosso. Por sinal havia muito pouco mato porque, por alí, já haviam se instalado uma pá de seres com o tal do livre arbitrio.

Muito bem. Em lá chegando, após a descarga da tralha toda e instalados nas devidas choupanas, fomos dar ao tal rio onde, diziam os conhecidos, iríamos ter grande sorte na pescaria. Peixes e mais peixes de todas as marcas, tipos e tamanhos seriam pescados.

Instalados confortavelmente em um grande bote, quase uma barca, varas estiradas, anzóis na água, cerveja rolando, (menos para mim, não bebo), conversas indiferentes, óculos escuros com sol à frente, apoitados num remanso, aguardamos os primeiros beliscões.

Qual não foi minha surpresa ao ser o primeiro a receber uma puchada com tanta energia que a vara de fibra de vidro, japonesa, cara pra cacete, vergou até formar um semi-circulo.

Um dos companheiros veio me ajudar. E arrastamos o danado pra dentro da barca.

Adivinhem o que era?

Uma caribe, piranha para os íntimos. O tamanho? Nem te conto porque não irão acreditar.

Porém, como todo bom pescador, eu não iria deixar de contar. Era grande a danada. Os dentes voces nem pensem no tamanho. Pensem num dente bem grande. Pois era maior ainda. Todos se ajustavam perfeitamente, formando uma peça perfeita como uma engrenhagem. A danada tinha 127 quilos. Puta piranha meu!

E, não demorou muito, a companherada começou a puxar só caribe pra dentro da barca. Era uma após outra. Não tinha fim.

Esse pequeno conto serve para ilustrar o que acontece quando o tal bicho racional, o que tem o livre arbitrio, causa na natureza. Nós mesmos.

O homem, com todo seu ínfimo racioncionio, descobriu que pele de jacaré dava dinheiro. Não deu outra. Começou caçar jacaré até não dar conta.

A natureza, na sua extraordinária sabedoria, administra seu sistema impecavelmente. Graças a obediência à ordem natural das coisas.

O jacaré se alimenta de peixes e, especialmente, das piranhas. Com isso o equilibrio se processa sem que as espécies se multipliquem além do necessário.

No caso em tela, o excesso de piranhas não dava chance para que outros peixes procriassem, provocando um quase total desaparecimento de espécies como: dourados, piavas, surubins, pacús e muitos outros.

Isso ocorreu comigo pelos idos das décadas sessenta a setenta.

Estendendo o mencionado para outras espécies, vejamos as causas de imensas nuvens de gafanhotos. Isso está sendo provocado pela matança dos macacos. O racional, para saciar sua fome ou para ganhar dinheiro, caça os tais comedores de insetos, especialmente os gafanhotos.

Voce, doravante, poderá levar seu raciocinio para outras plagas e, sem êrro, notará a grande destruição que o livre arbitrio é capaz de fazer.

O racional é o mais irracional de todos os seres. É irracional até ante os minerais e inferior aos líquens.

Em vez de se adaptar ao ambiente em que vive, o tonto, o bocó, o sem lei provoca o ambiente à sua volta à sua adaptabilidade. Destroi, derruba, queima, cavoca e não contente com, constrói máquinas cada vez mais poderosas para devastar regiões inteiras num piscar de olhos.

Então, o livre arbitrio é ou não é uma puta idiotice?

Quê cê acha?

Tchau