OS DEUSES CARECEM DE NÓS NA MEDIDA EM QUE PRECISAM DA NOSSA ADORAÇÃO E REVERÊNCIA. (Romeu)
Muitas das matérias que escrevo tem provocado acalorados debates trocados através do correio eletronico e outros meios. Fico pensando no que vai acontecer ao postar essa matéria tão delicada, colocando em dúvida a santidade dos deuses e, por consequência, contrariando a fé dos crentes de todas as raízes.
Sabe-se que todos nós, sem exceção, de uma forma ou de outra somos corruptos e quando não o somos então, somos corrompíveis. Está na história humana. Basta uma vagar não muito profundo pela história das civilizações e a leitura atenta dos muitos livros sagrados existentes para observarmos essa conduta. Trocas de presentes entre reinos, oferendas entre vizinhos e favores concedidos são os princípios fundamentais que decididamente instalaram a corrupção como um mandamento a ser cumprido sempre que houvesse a necessidade de se obter um favor ou conquistar a simpatia de alguem mais abastado ou portador de algum cargo importante.
Então, para não prolongarmos em demasia esta matéria, notamos que a origem desse costume já enraizado em todos nós, está no culto aos deuses criados pela ignorancia do homem que, não tendo explicação lógica para os estranhos fenômenos naturais, concediam para tais atividades geológicas, estelares, cósmicas ou de qualquer outra natureza, à deuses que foram sendo criados na medida em que iam surgindo tais eventos. Outras vezes eram criados para satisfazer desejos pessoais já que a maioria acreditava não ter competencia para tal e, então, evocava ou criava deuses para tal fim.
Sempre havia, como sempre houve e sempre haverá, aquele mais esperto que via a possibilidade de conquistar uma posição mais segura e, consequentemente, alçar o poder através da credulidade dos ignorantes e temerosos de todos os dias. Os temos ainda hoje, em pleno século XXI, crentes de todos os tipos e tamanhos para todos os tipos de crenças.
Dessa forma o crente acreditava que ao dar alguma coisa ou oferecer algum sacrifício a uma ou outra divindade, estaria conquistando-a e, com isso, receberia favores especiais e estaria acima dos demais. Esse comportamente estendeu-se pela comunidade e, em algum momento, as ofertas passaram a ser coletivas e assim começaram a surgir os templos, altares com imagens representativas do pensamento ora coletivo ou ora individual.
Deuses dos mais variados formatos e com os mais diversos poderes surgiam pelos quatro cantos do conhecimento humano advindo, como já foi dito, da ignorancia e do temor do desconhecido.
Assim, ainda hoje, muitos de nós oferecemos “gorjeta”, presentes, sacrifícios e orações aos deuses dos mais diversos credos ou para uma única divindade com o único desejo de conquistar nossa felicidade seja ela qual for. E os portadores da palavra divina apregoam a necessidade de “pagarmos” ou “darmos” aos deuses ou a um único deus, especialmente dinheiro para que nossas necessidades sejam atendidas.
Portanto, não preciso continuar nessa pequena porém objetiva matéria transformando-a em u’a maratona gráfica para dar entendimento ao título.
Sim, os deuses são corruptos por força da mediocridade de grande parte da humanidade, sempre sedenta de poder e conquista sobre os seus pares.
Deuses existem realmente ou são o fruto da nossa incompetencia? Pois o que não nos falta é imaginação.

