Por Dr. PAULO SAAB – Jornalista, Advogado, Escritor e Presidente do Instituto Cidadania e da ABLA – Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis.

Livros: MOURA LOUCA – Editora Augustus – 1998 (Romance de Ficção Histórica) – 1500 A GRANDE VIAGEM – Editora Global 1991 (Romance de Ficção Histórica) - CIDADANIA JÁ – 2010 .

Leitor, ajude a difundir o Museu da Corrupção e integre-se nessa luta, que é de todos, para coibir a ação daqueles que se utilizam de seus cargos para lesar o País e seus contribuintes.

Na carta que escreveu ao rei de Portugal em abril de 1550 anunciando a descoberta do Brasil, Pero Vaz de Caminha, segundo algumas interpretações, pediu emprego ao seu genro em Portugal. Sirgiu daí, inclusive, a famosa designação “pistolão”, originada da palavra “epístola”, ou carta.

Seria isso já uma espécie de corrupção?

- ( Na minha modesta opinião, a corrupção parece fazer parte do DNA da humanidade. Somos corrompidos desde o berço quando a mãe, desesperada em abrandar o choro do bebê, oferece-lhe algo doce ou, em outro momento, oferta um presente em troca de um favor. Somos assim nos mais modestos momentos e queremos, através de uma gorjeta ou de uma oferenda , abrir portas para os nossos interesses – Romeu O articulista do site). -

Em dezembro de 1627, Frei Vicente de Salvador, conforme registro no livro 1500, A Grande Viagem, escreveu sobre o Brasil: “Donde nasce também que nesta terra nenhum homem é republico, nem zela ou trata do bem comum, senão cada um do bem particular…”

No Museu da Corrupção (MuCo), criado pelo Diário do Comércio está registrado que no início do contato entre índios e portugueses até os cá nascidos pintavam as penas dos pássaros, para ficar com cores mais atrativas.

A corrupção é inerente ao ser humano e existe desde o surgimento do homem sobre a face do planeta. A única forma de impedir que alcance níveis intoleráveis como aconte no Brasil atual, é combatendo-a com rigor, através de  leis, atitudes e punições que possam inibir sua presença em tons anormais. É difundindo a sua existência e mostrando aos cidadãos o mal que ela causa em todas as suas ramificações, como o desvio de dinheiro público, o favorecimento político, fraudes, o nepotismo, o uso ilega, enfim, todas as suas formas.

Mencionei acima o Museu da Corrupção e quero convidar não só a visitá-lo, mas pedir-lhe que difunda sua existência aos amigos e familiares. Trata-se de um serviço de útilidade pública, que contribui de forma inestimável para o combate à corrupção em todas as suas formas e em todo o mundo além, claro, de nosso País.

Tenho, por esa coluna, nas últimas semanas – junto com leitores interessados em combater o grau de semvergonhice na vida pública do País e suas ramificações podres na iniciativa privada, buscar uma forma de minimizar essa situação.

Estamos discutindo, por meio deste espaço, a possibilidade – e o testo- de umaporposta de menda constitucional que elimine, ao menos, o foro privilegiado de palamentares e governantes. A sugestão inicial é alcançar os deputados e senadores e os ministros de Estado. O assunto está em discussão e aguardamos a sua manifestação, caro leitor.

Para contribuir com o debate, fornecer mais informações e prestar um serviço público, minha sugestão é que o amigo leitor visite, via internet, o Museu da Corrupção (Muco) – www.museudacorrupcao.com.br ou simplesmente www.muco.com.br .

Visitar as dependências virtuais do MuCo é dar uma nova dimensão ao que se imagina que sejam as entranhas da corrupção. E uma chabce de aprender e de participar do combate a esse mal.

Ajude a difundir o MuCo, contribua com informações de que disponha e siga participando conosco dessa jornada em busca de medidas efetivas para coibir a corrupção desenfreada que assola o País e punir os responsáveis.

Ao mesmo tempo esse espaço continua aberto a todos que já se manifestaram em favor de acabar com o foro privilegiado e pelo rito sumário no julgamento de políticos e governantes corruptos. Sua contribuição – opinando no texto da emenda, na busca de apoio  via assinaturas nas ruas e nas redes sociais – mostrará com mais clareza o caminho a seguir,  com o único objetivo: frear a ação criminosa de quem se abriga no Estado para lesar os brasileiros.

- Matéria publicada no Diário do Comércio – terça feira 27 de setembro de 2011 -