Erro Fatal: Apenas cinco anos depois do desastre do KAL 007, “o mais sofisticado de todos os navios do mundo”, um cruzador americano no golfo Pérsico, abateu por engano um avião comercial Iraniano, provocando a morte de 290 pessoas. Na manhã de 3 de julho de 1988, o Vincennes, sob o comando de Will Rogers III, já fôra perturbado por duas vezes nas águas hostís do estreito de Ormuz. Três navios iranianos tinham disparado contra um helicóptero do navio; depois o cruzador e outro navio norte-americano tinham tido um conflito com um grupo de lanchas iranianas, afundado uma delas. Minutos depois, os monitores dos computadores mostravam um avião que avançava em direção ao Vincennes. Os acontecimentos seguintes foram todos seguidos pelos computadores, mas não observados efetivamente por ninguém a bordo do cruzador. Uma emissão IFF (identificação amigo ou inimigo) pareceu indicar que o avião estava transmitindo sinais utilizados pelos caças iranianos naquela zona de guerra. Quando o Vincennes emitiu três avisos na frequência civil de emergência e quatro na frequência militar de perigo, o piloto iraniano não respondeu, nem o seu aparelho mudou de direção, como exigiam os avisos. Segundo as normas americanos, um comandante militar pode disparar por sua iniciativa sempre que um avião se aproxime a menos de 20 milhas. Às 10:51 da manhã, o aparelho atravessou essa linha, e o sistema computarizado Aegis colocou automaticamente dois mísseis superfície-ar Standard-2 a postos. O comandante Rogers repetiu os avisos. Pareceu-lhe que o avisão comerçara a mergulhar e a ganhar velocidade, como que preparando-se para atacar o navio. As suas alternativas começaram a diminiur, pois o alcance mínimo era de 6 milhas. Às 10:54m quando o avião atingiu a marca das 9 milhas, o comandante disparou os dois mísseis. Pelo menos um atingiu o avião, que explodiu e caiu no mar. Nenhuma autoridade procurou esclarecer o que realmente acontecera. Mesmo porque o êrro fatal já havia sido cometido.
